quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Praça Breno Puente Só - Porto Alegre

Henri Matisse

" A natureza incita à representação, mas para melhorar a qualidade pictórica dessa representação, há que juntar-lhe o espírito da paisagem"
" Há duas maneiras de exprimir as coisas:uma é mostrá-las brutalmente, a outra é evocá-las com arte"

sábado, 31 de outubro de 2009

Engenho de arroz


Pintura de Matilde Terra
"quero os prados tingidos de vermelho,os rios de amarelo dourado e as árvores pintadas de azul;a natureza não tem imaginação"

Baudelaire

A maternidade

" O pintor já não deve procupar-se com os pormenores, a fotografia transmite de uma maneira cem vezes melhor e mais rápida a multiplicidade de pormenores.A plástica transmitirá a emoção o mais diretamente possível e com meios mais simples"

Henri Matisse

segunda-feira, 19 de outubro de 2009



Pintura de Matilde Terra

Rio Guaíba

Somente os cabelos ruivos
aparecem sob as cobertas
Mas logo o sol se levanta
e nada em águas despertas

Com este ouro-laminado
que tem o Guaíba no outono
quando o sol quer se sentar
as águas lhe fazem trono

O sol estende sua colcha.
De um vermelho rarefeito
E como as águas são frias
Devagar,entra no leito

Luís Coronel

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Jardim Interior


Matilde Terra
Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muro de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar
sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente
Mario Quintana

domingo, 11 de outubro de 2009

Arte


Pintura a óleo de Matilde Terra


Devemos ser coerentes com o absurdo do mundo
ou pregoar que as árvores são verde,
o céu é azul, a neve branca?
Não será que o verde é árvore,
o azul é céu,
e o branco é neve
para a nossa condicionada sapiência?
A arte transforma as coisas
ou é apenas o reflexo
das coisas em nós, incondicionalmente puras?
Se o mundo é absurdo,sejamos com ele
absurdamente coerentes.


Tirzah Ribeiro

Uns olhos


Olhos de lua, enluarado!
Que rio de prata ou de aço
desliza em tuas úmidas planícies...
Que breve voo de pássaro metálico
deixa cristal sem sombra
em teu olhar...
Seara de trigais imensos
recolhem tuas pupilas,
tornando-se em trigueiros
os olhos tristes: de sombra,riscados
de luar.
Tirzah Ribeiro

Porto Parado


No movimento
lento
das barcaças
amarradas
o dia
sonolento
vai inventando as variações das nuvens.

MARIO QUINTANA